Sabendo que todos os recursos são finitos e que a sua utilização gera impactos no meio envolvente, é importante definir uma estratégia de atuação que garanta que os recursos disponíveis são utilizados de forma eficiente. Para definir uma estratégia adequada é necessário começar por fazer um diagnóstico energético-ambiental, completado por uma análise de sensibilidade relativamente a cenários prováveis, isto é:
 

a) identificação da matriz de energia (caracterização dos consumos de energia primária, energia final e das emissões de CO2 associadas a esse consumo); 

 

b) identificação de intervenções passíveis de reduzir os consumos identificados;

 

c) construção de cenários de evolução de consumos, tendo em atenção perspetivas de evolução populacional, económica e diferentes graus de implementação das medidas identificadas em b) e análise de custos e benefícios associados a cada cenário. 

 

Uma vez feito o diagnóstico energético, será estabelecida uma estratégia energética, identificando as oportunidades, os parceiros, as ferramentas e os meios. Com estes passos, devidamente reportados, estão criadas as condições para que a estratégia possa ser definida e assumida pelos decisores políticos com competências para o efeito.

 

É com base nesta visão da estratégia para a gestão energético-ambiental a um nível local que se define e implementa o Plano Energético, que compila todas as medidas identificadas e quantificadas como consequência do exercício de implementação da estratégia para um dado período de tempo.